
Para quem cansou da mistura de clássicos americanos com bossa nova, adotada por nove em cada dez intérpretes atuais de jazz, o disco da americana Stacey é um antídoto e tanto. Ela faz incursões pela música folk (a versão de Landslide, do Fleetwood Mac, é um dos grandes momentos do disco) e pela chanson (Ces Petits Riens e Las Saison des Pluies, de Serge Gainsbourg). Também inicia uma boa parceria com o escritor anglo-japonês Kazuo Ishiguro: ele assina quatro letras, entre elas a que dá título ao disco. Quando cai na tentação das releituras, Stacey o faz com classe – a bossa Samba da Bênção, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, virou Samba Saravah e é cantada em francês. E sua voz doce transforma a surrada What a Wonderful World numa bela canção de ninar.
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