
Quando um grupo resolve lançar um disco duplo muitos torcem o nariz e até consideram a iniciativa como uma megalomania de quem o está lançando.
Vários são os exemplos de álbuns duplos que entraram para a história do rock mundial como verdadeiras obras-primas.
blogfonico
Um desses discos duplos que se tornaram clássicos completou 30 anos na segunda-feira (30), o “The Wall”, (1979), do Pink Floyd.
Para celebrar a data, selecionamos outros oito trabalhos duplos que ao lado da obra do Pink Floyd, mostram o que há de melhor na história do rock.
Para baixar os CDs é só clicar na respectiva capa
“The Wall” (1979)
Lançado no dia 30 de novembro de 1979 na Inglaterra, “The Wall” é um dos melhores trabalhos da discografia do Pink Floyd, ao lado de “Dark Side of The Moon” (1973) e “Wish You Were Here” (1975). Quase todo composto por Roger Waters, “The Wall” é um álbum conceitual que traz em suas canções críticas a sociedade, tendo como personagem central o anti-herói “Pink”. Dele saiu uma das canções mais famosas do Pink Floyd, “Another Brick in the Wall”. O disco ainda virou o perturbador filme “Pink Floyd: The Wall” (1982), estrelado por Bob Geldof. “The Wall” é o terceiro álbum mais vendido da história nos EUA, 23 vezes disco de platina.
“Blonde on Blonde” (1966)
Com mais de 2 milhões de cópias vendidas no mundo, “Blonde on Blonde” (1966), sétimo disco de Bob Dylan, é considerado o primeiro álbum duplo da história do rock. Tendo como banda de estúdio a The Band – composta por Rick Danko (baixo e vocal), Levon Helm (bateria e vocal), Garth Hudson (teclado/órgão), Richard Manuel (piano e vocal) e Robbie Robertson (guitarra e vocal).-, Dylan criou alguns de seus clássicos como “Rainy Day Women #12 and 35″ e “Stuck Inside of Mobile With the Memphis Blues Again”, que trazem a combinação perfeita do rock, country e folk, que viraria sua marca registrada.
“The White Album” (1968)
A competição entre Paul McCartney e John Lennon pela liderança criativa dos Beatles acabou gerando um dos melhores discos da carreira do grupo, “The White Album” (1968). Considerado pela revista “Rolling Stone” norte-americana o décimo melhor disco de todos os tempos, “The White Album” traz algumas das melhores composições de Lennon (“Happiness Is A Warm Gun” e “Revolution 1”), McCartney (“Helter Skelter” e “Blackbird”), mas principalmente de George Harrison (“While My Guitar Gently Weeps”). O álbum é 19 vezes disco de platina e o décimo disco mais vendido nos EUA.
“Tommy” (1969)
Originalmente lançado como um LP duplo, “Tommy” (1969), do The Who, foi o primeiro disco a receber o título de ópera rock. Composto praticamente inteiro pelo guitarrista Pete Townshend, “Tommy” teve poucos compactos lançados, apesar de ser um álbum nada comercial. As canções “Pinball Wizard”, “I’m Free” e “See Me Feel Me/Listening To You” chegaram a entrar no Top 5 da Inglaterra. Em 1998, “Tommy” entraria para o Hall da Fama do Grammy. Assim como “The Wall”, do Pink Floyd, “Tommy” também virou filme anos mais tarde, em 1975.
“All Things Must Pass” (1970)
Logo após o fim dos Beatles, George Harrison lançou seu primeiro disco solo, “All Things Must Pass” (1970). Com participações de Eric Clapton, Ringo Starr e Bob Dylan, o álbum é considerado o melhor trabalho da carreira solo de George Harrison, trazendo belas canções como “Beware Of Darkness”, “My Sweet Lord”, “Isn’t a Pitty” e “Wah-Wah”.
“Goodbye Yellow Brick Road” (1973)
Considerado o melhor disco da carreira de Elton John, “Goodbye Yellow Brick Road” (1973) aparece na 91ª posição da lista de 500 melhores discos de todos os tempos da revista “Rolling Stone” norte-americana. O próprio Elton John chegou a declarar na época que “os Beatles fizeram o ‘White Album’, e agora nós temos nosso duplo também”. O disco, que vendeu cerca de 7 milhões de cópias, traz clássicos como “Bennie and the Jets”, “Candle In The Wind” (imortalizada anos depois no velório de Lady Di) e “Saturday Night’s Alright For Fighting”.
“Doces Bárbaros” (1976)
Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa formaram o Doces Bárbaros na década de 70 para celebrar seus 10 anos de carreira solo. Este registro ao vivo virou um disco duplo homônimo com composições de Caetano, Gil e até Milton Nascimento, que resultaram em canções clássicas como “O Seu Amor”, “Chuckberry Fields Forever” e “Fé Cega Faca Amolada”.
“London Calling” (1979)
Com capa que faz referência ao primeiro disco de Elvis Presley, “London Calling” (1979) é considerado o melhor disco da discografia do The Clash. Nele Joe Strummer e Mick Jones acrescentam influências de rockabilly, pop e R&B, ao som do The Clash que já trazia elementos do punk rock e reggae. Canções como “Brand New Cadillac”, “Lost in the Supermarket”, “Train In Vain” e a própria “London Calling”, fizeram do terceiro álbum do The Clash um dos maiores clássicos do punk.
“Mellon Collie and the Infinite Sadness” (1995)
Terceiro álbum de estúdio do Smashing Pumpkins, “Mellon Collie and the Infinite Sadness” (1995), pode ser considerado um dos melhores trabalhos feitos por Billy Corgan. Dividido em duas partes, “Dawn To Dusk” e “Twilight To Starlight”, o álbum traz algumas das melhores músicas da década de 90 como “Tonight, Tonight” (que teve um dos clipes mais premiados do VMAs de 1996), “Zero”, “Bullet With Butterfly Wings” e “1979″. No ano de seu lançamento, “Mellon Collie and the Infinite Sadness” foi considerado o melhor álbum pela revista “Time”.
Álbum bônus
“Legião Urbana – Música para Acampamentos CD 1 e 2” (1995)

Para não deixar de fora um disco duplo do rock brasileiro eu acrescentei este disco da Legião. Acho que ele deve ser o único duplo do nosso rock tupiniquim, se não for o único ao menos é o melhor.
Um álbum duplo com 20 gravações ao vivo e de especiais para rádio e televisão, onde a banda mostra talento intercalando seus sucessos com covers dos Beatles e Rolling Stones.
Nesse disco foi incluída a versão elétrica de "Canção do Senhor da Guerra", música que possuía várias versões gravadas mas nenhuma em disco.
